quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O Homem do apito

Queridos leitores, hoje venho falar do homem do apito o verdadeiro "Mais Querido dos Gramados", no inicio, os árbitros usavam paletó e calça e sua arma imponente o estridente apito.Uma forma de mostrar autoridade e medo para os jogadores. Nos anos 40, surge uma nova indumentária que ditou moda nos gramados o uniforme todo preto até a década de 80. A partir daí , vieram os modelitos coloridos, como camisas amarelas, azuis, vermelhas, ocre branca...Um autêntico arco-íris. O equipamento diversificou, além de conduzir 22 jogadores, ele precisava saber manejar suas armaduras, cartões, caneta, cronômetros e o spray, invenção brasileira em 2002, para auxiliar os juízes na hora de marcar a distância da barreira nas faltas.Sua excelência, o juiz, continuou sendo a figura mais odiada do esporte.
O árbitro não tem um tempinho de paz. Antes, durante e depois de cada partida de futebol ele é vaiado e xingado. O debochado aplauso é sempre irónico. Com multiplicações de câmeras de tevê, sua postura de manter ordem torna-se ingrata e desumana. O ecoar sonoro amorosos que invade seus belos tímpanos são os três perenes mais clamados: opção sexual, ladrão, o questionamento da conduta materna. Ainda assim, há homens que, por amor, paixão, decisão ou destino, escolhe o instrumento o apito como carreira.
Ninguém sabe ao certo quando surgiu o primeiro juiz na Inglaterra, terra que começou o futebol. A FA Cup nasceu em 1871 e sua primeira final foi ao comando por, MR. A Stair, que foi o juiz das primeiras três finais competições.  Se bem que nessa época do juiz era bem diferente. Ele referenciava (ou não ) a decisão de dois árbitros  os umpires ou auxiliares dos primórdios da bola trabalhavam como uma divisão do gramado, cada um tomando conta de um lado do campo pela decisões dos capitães de cada time.
Só em 1890 é que o juiz tornou a chamada autoridade máxima. Mas até hoje, é uma carreira diletente. Apesar da remuneração alta que correm no futebol, sua excelência não são profissionais. Recebem pelo trabalho sim, mas não podem viver do apito. Até porque é uma carreira com data de validade, aos 45 anos, o juiz aposenta seus tímpanos  e sua carreira.