Na "sociedade do espectáculo" , na qual se encaixa o contexto social, a imagem se torna cartão de visita. Mas essa identidade maqueada aparece pelo abstrato, através das propagandas das mídias, em novelas, programas femininos, programas de entreterimento etc, causando nos telespectadores e receptores uma angústia com a própria aparência. O corpo fica inatingível e a cada dia aumentam os casos de bulimia, de anorexia e vigorexia.
A finalidade do que é apresentado para um público com uma certa influência de baixa auto-estima, transforma tudo em mercadoria. São vendidos diariamente pensamentos, formulas de beleza e caminhos para a felicidade, como se todos fossem iguais. Em geral, para atingir o "resultado certo" é preciso atender o que o belo ordena.
Mas as pessoas não são seres irracionais que vivem por condicionamento, ser humano e fazer suas próprias escolhas. Muitas vezes, a necessidade de ser encaixar em um grupo faz com que seja necessária a aprovação do outro. O pior é quando essa quimera se chama publicidade, matérias, propaganda, marketing apresentada pela mídia, passando um monopólio da informação a ser seguida. É a indústria do não pensar. Mas como falava a grande poetisa Cecília Meireles em seus poemas.
Retrato
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida a minha face?